Mundo de ficçãoIniciar sessãoO almoço transcorreu em um equilíbrio raro, permeado por pausas suaves e risadas que surgiam naturalmente. Jano falava com a espontaneidade de quem está livre das amarras do tom empresarial.
As conversas fluíam entre lembranças de viagens, livros e pequenas manias.Ele revelou seu desprezo por café frio, e em resposta, confessei que costumava desenhar nas margens de cadernos quando meu coração se agita em demasia. Após o café, o silêncio se instalou — não um silêncio constrangedor, mas um daqueles que carregam peso e serenidade.A vista do shopping abaixo parecia um quadro em movimento, repleto de cores e sons vibrantes. Foi então que ele perguntou, mexendo distraidamente no copo de suco: — Está com pressa de ir embora? — Nenhuma. — sorri, observando o fluxo das pessoas, cada uma delas com suas histórias, seus mundos entrelaçados em uma dança cotidiana.— É bom ver o mundo girando lá fora. Em meio à agitação, era fácil perder a noção do






