O telefone vibrou sobre o criado-mudo por volta das onze da noite.
Jano, deitado, entreabriu os olhos e pegou o aparelho antes que o som completo rompesse o silêncio do quarto.
— Jano? — a voz do irmão veio acelerada, misto de nervosismo e euforia. — Estamos indo para o hospital. A Luna... as crianças vão nascer.
Jano se ergueu num salto.
— Agora?
— Agora. A bolsa estourou há poucos minutos. Estou levando-a para a maternidade. Já avisei mamãe, papai, Ar