Helena acordou antes do despertador tocar.
O apartamento ainda estava mergulhado na escuridão quando abriu os olhos, e por um segundo ela esqueceu.
Esqueceu do abandono.
Das contas.
Da energia cortada.
Mas então a realidade voltou como um peso esmagando seu peito.
Ela virou o rosto lentamente.
Luna dormia profundamente ao seu lado, abraçada ao ursinho velho, iluminada apenas pela luz fraca do amanhecer entrando pela janela.
Helena ficou observando a filha por alguns segundos.
Hoje.
A