Pagar pela vida.
KESIA MUNIZ
Acordei do meu transe e cessei os movimentos, olhei para baixo. O rosto dele, não estava tão horrível assim, os lábios sangravam, o supercilio,
o nariz, o olho... e só.
Minhas mãos estavam esfoladas pela falta da luva. Mas não era nada que eu nunca tivesse experimentado antes.
— Merda. — Praguejei levantando de cima do garoto.
— Nossa... — ouvi ele sussurrar com a mão no nariz tentando estancar o sangue ainda deitado no chão.
Os caras me olhavam com espanto.
— Essa ser