A porta do prédio se fechou atrás dela com um clique abafado. A chuva ainda escorria pelas laterais de seu corpo, e o vestido colado à pele parecia pesar mais do que devia. Irina não sentia frio. Sentia-se vazia, molhada, suja, não por fora, mas por dentro, como se sua alma tivesse se partido em pedaços e cada passo deixasse um rastro invisível de dor.
O corredor até seu apartamento pareceu eterno. Os saltos encharcados faziam barulhos ocos contra o chão frio, e o silêncio no prédio era sepulcr