A luz vermelha da câmera acendeu.
Ele estava ali por trás da tela.
Matteo.
Cabelos bagunçados, barba por fazer, a camisa de linho branca entreaberta e o olhar cravado nela como se pudesse atravessar oceanos.
— Boa noite, minha ruiva. — ele disse, a voz arrastada, o timbre baixo. — Estava com saudades do meu inferno particular.
Perséfone sorriu.
O sorriso que começava inocente, mas terminava venenoso. Ela sabia o efeito que causava nele. E ele sabia exatamente como atiçá-la com uma simples frase