Evan Médici
Finalmente… Nova York.
O avião tocou o solo e senti o coração acelerar. Depois de semanas no Canadá, reuniões intermináveis e noites solitárias, tudo o que eu queria era chegar em casa, abraçar minha pequena e sentir o nosso filho se mexendo sob minha mão.
Na última ligação, quando contei para Irina que talvez não chegaria a tempo para a ceia de Natal, ouvi a pontinha de tristeza na voz dela. Ela tentou disfarçar, mas eu conheço cada suspiro, cada silêncio, cada mudança de tom… e aquilo partiu meu coração. Só que, na verdade, aquilo fazia parte do plano. Eu queria surpreendê-la. Queria ver o brilho nos olhos dela quando me encontrasse de repente.
Desembarquei, e um carro já me esperava na pista. Entrei, relaxando contra o banco de couro, mas a mente estava inquieta. Olhava pela janela, as luzes de Nova York passando rápido, e pensava nela. Pensava nela grávida, com oito meses, a barriga enorme, carregando o nosso maior sonho. Pensava no quanto devia estar cansada, ocupada