Emma Médici
O motor do carro estava ligado, mas nem o som eu escutava. Meus olhos estavam nele. Fixos. E, por mais que eu tentasse, não conseguia desviar.
Ele atravessava o estacionamento com aquele andar firme, imponente, o telefone colado ao ouvido, a expressão dura, intransponível. Um homem que parecia carregar o mundo nas mãos e, ao mesmo tempo, não permitir que absolutamente ninguém chegasse perto o suficiente para tocá-lo.
Meu filho.
O peito apertava de um jeito que parecia que ia rasgar.