O som do apito contínuo cortava o ar dentro da sala de cirurgia. O monitor cardíaco exibia uma linha reta, e por um segundo, tudo pareceu parar. O silêncio foi quebrado pela voz firme do cirurgião:
— Carga no desfibrilador! Cento e vinte joules! Preparar!
Uma das enfermeiras posicionou as pás sobre o peito de Evan, o suor escorrendo pelo rosto.
— Carregado!
— Afastem-se! Um… dois… três!
O corpo de Evan se arqueou violentamente sobre a mesa quando a descarga elétrica atravessou seu peito. O monitor piscou… uma linha… outra… e então voltou ao silêncio mortal.
— Ainda sem resposta, doutor! — avisou a residente, com os olhos arregalados.
O cirurgião cerrou os dentes, respirou fundo e ordenou:
— De novo! Aumentem para Cento e oitenta joules. Não vamos desistir dele!
Mais uma descarga. Mais um espasmo. Nada.
O suor já empapava as luvas do cirurgião, mas ele não recuou. Os assistentes trocavam olhares aflitos, sabendo que o tempo estava se esgotando.
— Compressões contínuas. Vamos, Evan, v