O corredor do pronto-socorro estava mergulhado num silêncio pesado, quebrado apenas pelos passos apressados dos médicos e o som distante dos monitores cardíacos. O ar cheirava a álcool e tensão.
Irina estava sentada na beirada de uma das cadeiras de plástico, com os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos trêmulas segurando os próprios cabelos. Os olhos estavam vermelhos, marejados, a respiração curta e irregular.
Matteo andava de um lado para o outro, nervoso, com o celular colado à orelha, co