MAYA
Acordar em naquele quarto foi uma experiência sensorial que eu não estava preparada para ter. O silêncio da manhã no Alentejo não era o silêncio pesado e opressor de Londres; era um silêncio vivo, preenchido pelo farfalhar das folhas de oliveira lá fora e pelo som rítmico da respiração do homem ao meu lado.
Por um segundo, mantive os olhos fechados, com medo de que, ao abri-los, eu me encontrasse novamente naquele banco de metrô, vendo o reflexo de Jurandir no vidro. Mas então, senti o cal