Três dias. Esse foi o tempo exato que eu levei para mapear a rotina daquele zoológico sem cerca.
Eu andava pelo acampamento de cabeça erguida, ignorando os rosnados baixos e os olhares que queimavam as minhas costas. Comi da panela deles, lavei o rosto na água fria do igarapé e gravei cada turno de guarda, cada ponto cego, cada falha de ronda. Quem sobrevive na feira da Panair aprende rápido onde o dinheiro troca de mão e onde o vigia dorme. Na selva, a regra era a mesma.
A bomba estourou no