107. Um Café e um Abismo
Rubens Paiva
— Acalme-se! Essas coisas acontecem. Não se preocupe com isso. É só eu tirar o paletó que nem vai parecer que algo aconteceu. Levo para a lavanderia, e lá eles resolvem a mancha de café — digo, guardando o celular no bolso e apoiando a pasta no chão.
— Ai, que vergonha, meu Deus! Sou muito desastrada, e quando fico nervosa, tudo piora — diz ela, realmente envergonhada.
— Pra mim, você é perfeita de qualquer maneira — falo, encarando-a feito um bobo boquiaberto.
— Desculpa! Mas