BRANCA
Acordo com um susto por causa de um grito estridente.
— Quem é você e o que faz na minha cama, rapariga?
Acho que nunca ouvi alguém usando a palavra rapariga. É engraçado.
Meio sonolenta, encaro a pessoa na minha frente, enrolada no lençol como se eu fosse violá-la. Voz fina, esse jeitinho de virar a mão.
Um sorriso escapa do meu rosto ao acreditar que a reconheci.
— Flor?
Ela aponta o dedo para mim, acusadora.
— Como me conhece? Quem é você?
Bingo. É a personalidade feminina.
— É uma lo