Ada se sentou e manteve os olhos em Samir.
Ele desviou o olhar por alguns instantes, como se procurasse as palavras certas. Quando voltou a encará-la, encontrou a mesma expressão paciente de sempre.
Ada esperava.
A ansiedade crescia dentro dela. Não sabia o que ele iria dizer, mas tinha certeza de que não se tratava de um conto de fadas.
Samir limpou a garganta e, pela primeira vez naquela noite, sua voz perdeu a firmeza autoritária de costume.
— Com o que você sonha, Ada? Digo... o que espera