O bar escolhido era um daqueles clássicos: luz baixa, madeira escura, garrafas expostas atrás do balcão e um mural de barris decorativos.
Cassio e Dorian se acomodaram em uma mesa mais reservada, perto da parede.
— Duas doses do Lagavulin 16. — Cassio pediu ao garçom, automático, sem nem pensar.
— Uma só. — Dorian corrigiu. — Eu tô dirigindo.
Cassio nem respondeu.
Apenas pegou o próprio copo quando chegou e virou metade já na primeira golada.
O álcool queimou a garganta, mas não fez nem cócega na tormenta dentro dele.
— Vai me contar agora — Dorian disse, cruzando os braços. — Desde quando você e a Malu…?
Cassio soltou um suspiro que misturava frustração, saudade e orgulho.
E aí começou a falar.
Contou sobre o primeiro beijo no apartamento.
O "intervalo" no sofá da Malu.
A tensão no elevador.
A aproximação inevitável.
Dorian ouviu com a mesma expressão de sempre, impassível, até erguer uma sobrancelha quando Cassio descreveu a cena da porta batendo no dia da festa.
— Ahn… — Dorian dis