Quando Maya finalmente foi deixada em casa, ainda fazendo drama teatral na porta, jurando amor eterno ao irmão, o carro retomou o caminho.
Agora, no banco de trás, restavam apenas Cássio e Bianca.
Ela soltou um longo suspiro exagerado, jogando o corpo de lado.
— Eu tô exausta… — murmurou, apoiando a cabeça no ombro dele com total naturalidade. — E nessas horas eu agradeço por sermos amigos de infância. Só com você eu posso fazer isso sem precisar pedir permissão.
Cássio não respondeu.
Só engoliu seco e olhou pela janela, tentando focar na rua iluminada… e não nas pernas de Bianca, completamente expostas pelo vestido curtíssimo, cruzadas de maneira calculada para chamar atenção.
Ele respirou fundo, buscando foco.
— Eu realmente esperava que você fosse uma boa influência pra Maya — disse, finalmente. — Mas pelo visto é ela que tá sendo má influência pra você. Você não parece nem de longe a menina que cresceu comigo.
Bianca sorriu de canto, sem ofensa alguma. Pelo contrário, acha