Dois dias depois, Malu desembarcava no Brasil com uma certeza absoluta: precisava alugar um apartamento.
Não que Dorian e Francine não a quisessem mais na mansão.
Mas ela… ela simplesmente sentia que não fazia mais sentido.
Talvez fosse Paris. Talvez fosse o elevador. Talvez fosse Cassio sussurrando coisas perigosamente memoráveis. Talvez fosse só maturidade.
Ou talvez um misto de tudo isso.
Pela primeira vez na vida, Malu sentia necessidade de privacidade. De ter a própria porta. O próprio teto. O próprio silêncio.
Assim que chegou à mansão, nem desfez a mala.
Passou direto pela cozinha, tirou os sapatos assim que entrou no quarto e já ligou para um amigo corretor.
— Separa umas opções pra mim. Urgente — disse, enquanto andava pelo quarto que já não parecia seu.
No dia seguinte, descansada da viagem e com café reforçado no estômago, Malu partiu em busca do novo endereço.
Andou por bairros estranhos, edifícios que pareciam ter sobrevivido a guerras, apartamentos com cheiro de mofo, ja