Quando Francine desembarcou em Paris com Malu a tiracolo, a cidade parecia ter ganhado um brilho diferente.
Não era como da primeira vez, quando chegou desiludida e sozinha, tentando se esconder da própria dor.
Nem como da segunda, quando o coração batia acelerado pela chance de realizar um sonho.
Dessa vez, Paris não era fuga nem conquista.
Era celebração.
As duas seguiam no carro que as levava do aeroporto até o hotel, e Malu, colada na janela, parecia uma criança em parque de diversões.
Os olhos saltavam a cada esquina, a cada cafeteria charmosa, a cada floricultura com buquês espalhados na calçada.
— Amiga, eu não tô acreditando que tô em Paris! — disse, com a voz embargada e um sorriso que não cabia no rosto. — Isso é loucura demais.
Francine riu, observando a reação da amiga.
— Você ainda não viu nada. Assim que tomarmos café no hotel, quero que veja a cidade de cima.
— Como assim? — Malu perguntou, virando-se curiosa.
— Vamos subir a Torre Eiffel. — respondeu, com naturalidade,