O restante da semana de moda passou voando.
Entre araras lotadas de peças, staff gritando para organizar os bastidores e maquiadores exaustos segurando pincéis como se fossem espadas, Francine se sentia em casa.
— Eu tô vivendo um sonho — comentou com uma modelo ao lado, enquanto esperavam a vez de entrar.
— Então aproveita, porque vai passar tão rápido que você nem vai ver — respondeu a outra, ajeitando o salto com um suspiro dramático.
Francine sorriu. Era verdade.
O ritmo era caótico, mas cada segundo parecia valer a pena.
Ela participou de dois desfiles no segundo dia, e entre uma passarela e outra foi chamada por jornalistas que queriam entrevistar o novo rosto queridinho de Paris.
— “O novo fenômeno brasileiro das passarelas”, é assim que te apresentaram agora há pouco — disse uma jornalista, rindo, enquanto um cameraman ajustava o foco.
Francine ajeitou o microfone e respondeu com o tom leve e provocante que já estava virando sua marca registrada.
— Fenômeno é muita responsabil