O jantar seguia leve, com Adele dominando boa parte da conversa, alternando entre histórias engraçadas da infância e comentários espirituosos sobre as pessoas nas outras mesas.
Dorian ouvia com atenção, às vezes sorrindo, outras apenas observando em silêncio, como se cada gesto e palavra fossem cuidadosamente analisados.
Francine aproveitou uma pausa entre risadas para puxar um novo assunto, dessa vez mais pessoal.
— Por falar em família… — começou, mexendo distraidamente no garfo — Dorian, nunca ouvi você falar sobre seus pais.
O movimento das mãos dele cessou por um instante. Foi sutil, mas perceptível.
O olhar que até então estava calmo, desviou-se para o prato, e a atmosfera à mesa pareceu mudar de temperatura.
— Pra mim, eles morreram. — disse, de forma seca, sem alterar o tom de voz.
A resposta caiu sobre a mesa como uma pedra no lago, silenciosa, mas suficiente para quebrar o ritmo descontraído.
Adele, que ia fazer um comentário, apenas fechou a boca, percebendo que aquele era