O chalé ainda cheirava a madrugada.
Leite, suor, chuva e medo.
Camila estava sentada na cama, exausta, com o corpo dolorido e o coração aberto demais para se defender. Gabriel dormia em seus braços, pequeno, quente, real demais para ser apenas parte de um contrato.
Ela não conseguia parar de olhá-lo.
Cada respiração do bebê parecia uma promessa que ela não sabia se poderia cumprir.
A porta rangeu.
Beatriz entrou sem pedir licença.
Não havia gritos.
Não havia escândalo.
A calma dela era o que ma