O quarto estava silencioso demais.
Camila acordou sobressaltada, com a mão cravada no próprio ventre.
O coração batia descompassado, como se tivesse acabado de perder algo — de novo.
Demorou alguns segundos até a realidade se impor.
Não havia bebê ali.
Não naquele ventre.
O lençol estava frio. O quarto, escuro. Ricardo dormia ao lado, exausto, com marcas profundas de quem também carregava fantasmas.
Camila respirou fundo, mas o ar não parecia suficiente.
Desde o nascimento do segundo filho, alg