A madrugada caiu pesada sobre o chalé. Do lado de fora, o vento passava entre as árvores como um aviso antigo, e a lua, escondida entre nuvens, parecia espiar o que estava prestes a acontecer.
Camila dormia mal há dias. A gravidez avançava com peso e ansiedade, e cada movimento do bebê trazia uma mistura de dor e ternura. Mas naquela noite, algo mudou.
Um espasmo atravessou o corpo dela, profundo e instintivo. Acordou ofegante, levando a mão ao ventre.
— Não… ainda não… — murmurou, tentando