O quarto de Lucas estava silencioso. A respiração tranquila do menino preenchia o espaço de uma forma que deixava Camila consciente de cada som ao redor. Ela se sentou na poltrona próxima à janela, mas os olhos não descansavam. Cada sombra, cada móvel, cada detalhe parecia falar da presença dele — Adrian — mesmo que ele ainda não tivesse entrado.
O corredor estava escuro, a luz da lua entrando apenas por frestas nas cortinas. O silêncio era absoluto, exceto pelo próprio coração dela, batendo tão forte que parecia gritar dentro do peito.
Ela não precisou esperar muito. Adrian apareceu na porta, hesitante. A sombra dele se projetou na parede, forte, masculina, mas ao mesmo tempo vulnerável, humana. Ele parou, respirando fundo, como quem tentava se convencer a dar o próximo passo sem perder o controle.
— Está sozinho agora — disse ele, voz baixa, quase um sussurro, mas carregada de intenção.
Camila ergueu o olhar. A proximidade dele não era apenas física; era um convite silencioso. Ela s