O corredor parecia pequeno demais para o que estava acontecendo. Cada centímetro entre eles vibrava com tensão, desejo e medo. Camila sentiu o calor dele se misturar ao próprio corpo, cada respiração dele atravessando a pele como se pedisse permissão silenciosa.
Adrian não se movia apressadamente. Cada gesto era calculado, contido, mas ainda assim carregado de intenção. Ele deixou a mão deslizar levemente da cintura dela até o braço, sem pressionar, apenas sentindo a reação dela. Cada mínimo movimento dela era como uma resposta a uma partitura que ele mal conseguia seguir sem perder o controle.
— Você não imagina o quanto esperei por isso — murmurou ele, a voz baixa, rouca. — Por um gesto seu que dissesse que não teria medo de mim.
Camila inclinou-se apenas um pouco, encostando a testa na dele. O toque era leve, mas devastador. O coração dela disparou, e o corpo inteiro respondeu antes que a mente pudesse reagir.
— E eu não tenho medo — sussurrou ela, quase sentindo cada palavra atrav