Peguei a chave do quarto na recepção com a mão meio trêmula. O homem atrás do balcão nem levantou muito a cabeça, só empurrou o papelzinho com o número do quarto escrito à caneta e disse num tom automático:
— Segundo andar, final do corredor. Banheiro é coletivo, água quente só até às dez.
Assenti com a cabeça, agradeci baixinho, porque agradecer é costume que não se perde e segurei firme a chave, como se ela fosse mais que um pedaço de metal velho. Era a prova de que, pelo menos por aquela no