Augusto Villar
A manhã chegou devagar.
Sem pressa.
Como se o tempo tivesse decidido respeitar aquele momento raro de paz.
O quarto ainda estava em silêncio, iluminado apenas pela luz suave que atravessava as cortinas. O ar parecia mais quente do que o normal… ou talvez fosse só a sensação de tê-la ali.
Maria Rita permanecia encostada em mim.
A respiração dela já estava mais calma.
O corpo relaxado.
E, pela primeira vez em muito tempo… nada parecia urgente.
Nada parecia exigir atenção imediata.