Medo.
Júlia Davenport
Que droga... porque alguém acendeu a luz? Abri os olhos, horrorizada com o barulho que saiu da minha boca quando tentei puxar o ar. Menos suspiro e mais ronco. Não, mais porco.
Limpei a baba que escorria no canto da minha boca. Mas o assustador não era ser esquisita. Já estava acostumada a isso. Foi ruim perceber que tinha um par de olhos intensos me encarando de perto, de pé, terminando de se vestir como um deus grego moderno.
O infeliz sorriu quando percebeu a vermelhidão su