O café terminou em um silêncio estranho. Não era tão pesado quanto antes, mas tampouco leve. Era um silêncio repleto de pensamentos não nomeados, como uma névoa densa que envolvia a mesa.
— As crianças mastigavam lentamente, como se cada mordida fosse um ensaio cuidadoso para algo maior que ainda estava por vir.
—Meredith me observava cautelosamente por cima do copo de suco, seus olhos refletindo uma mistura de expectativa e dúvida.
— Mark, geralmente tão falante, comia em um silêncio incomum, enquanto Michael balançava as pernas sob a mesa, inquieto, exibindo aquele nervosismo característico que geralmente precede o desconhecido.
— Hoje nós vamos sair juntos — eu disse, quebrando propositalmente o silêncio. — Vamos à escola.
De repente, o clima mudou. Mark foi o primeiro a largar o talher.
— Eu não quero ir… — protestou ele, sua voz tremendo, enquanto Michael me encarava com os olhos arregalados, como se a simples ideia de sair para a escola fosse aterrorizante.
— E se a g