Miguel ergueu as duas mãos na altura dos ombros, espalmando-as em um sinal claro de rendição. Mesmo com o cano da pistola apontado diretamente para o seu peito, o homem conseguiu manter a voz controlada, embora o canto de sua boca — repuxado pela linha escura e grossa da cicatriz — tremesse levemente.
— Tudo bem, tudo bem... — Miguel disse, dando meio passo para trás, sem abaixar os braços. — Eu já entendi que os senhores não estão interessados em comprar títulos de capitalização. Peço desculpa