O cheiro forte de desinfetante barato e umidade impregnava o ar do pavilhão C do presídio feminino de segurança máxima. Era uma sexta-feira cinzenta, e a rotina dentro do complexo seguia com a sua habitual e sufocante monotonia. Para as detentas, os dias eram medidos pelos horários rígidos das refeições, pelas trocas de turno das carcereiras e pelas horas obrigatórias de trabalho forçado para garantir alguma redução de pena.
Naquela tarde, Serena estava encarregada da manutenção da sala comunit