Aurora acordou antes do despertador.
O quarto ainda estava escuro, o silêncio da manhã pesado demais para alguém que tinha dormido pouco e pensado demais.
A cena voltava em flashes.
A música alta.
A luz.
O rosto dele.
O beijo.
Ela fechou os olhos com força.
Não sentia arrependimento.
Mas também não sentia orgulho.
Sentia… desconforto.
Levantou da cama, foi até o banheiro, lavou o rosto como se pudesse apagar alguma coisa dali. Encarou o próprio reflexo no espelho.
— Foi