A balada era exatamente como Aurora imaginava: alta demais, escura demais, gente demais. Luzes cortavam o ambiente, música pulsava no peito, corpos se moviam como se nada existisse fora dali. Malu já estava animada demais para alguém que tinha prometido “só dar uma volta”.
— Relaxa — gritou Malu no ouvido de Aurora. — Ninguém morre por dançar.
Aurora fez uma careta, mas deixou-se arrastar para a pista. Tentou se soltar, mas a sensação de deslocamento era maior do que a vontade de se divertir.