Saulo fechou o notebook e lançou um olhar rápido para o aparador de madeira escura no canto da sala.
— Se essa reunião tivesse durado mais cinco minutos, eu já estaria abrindo aquela garrafa.
Henrique ajeitou o relógio no pulso.
— Você sempre acha que trabalho termina em álcool.
— Não termina — respondeu Saulo. — Mas melhora.
Os dois caminharam juntos para fora da sala, seguindo pelo corredor envidraçado. Funcionários iam e vinham, o movimento já mais calmo do fim da tarde.
Por alg