Henrique chegou cedo.
Pela terceira vez em poucas semanas.
Na portaria, o cumprimento veio sem comentários. A recepcionista apenas registrou a presença com um aceno discreto. O elevador subiu tranquilo, como se começasse a se acostumar àquele novo horário.
Talvez ainda fosse cedo para chamar de hábito. Mas também não era mais exceção.
Nada disso passou despercebido por Feritz.
Quando Henrique entrou no andar da presidência, o pai já estava de pé, observando a cidade pela parede de vidro.