Ele apontou para a cadeira de novo.
— Sente-se.
O tom não era um pedido. Era ordem.
Eu quase ri — quase — só para não jogar algo na cara dele.
Sentei.
Axel apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos, como se estivesse prestes a apresentar um relatório e não virar minha vida do avesso.
— William está doente — começou. — Em estado terminal.
Por um segundo, eu não senti nada. Nenhuma pena. Nenhum choque. Só um vazio estranho, como quando alguém menciona a morte de um desconhecido distante.