O jantar daquela noite parecia repetir o de tantas outras: pesado, silencioso, quase sufocante. O tilintar dos talheres contra a porcelana era o único som que quebrava o ar tenso à mesa.
Fernando estava sentado à cabeceira, o semblante fechado, o olhar distante. Mal tocava na comida. Natália, à sua direita, tentava manter a postura, mas a cada movimento dele sentia o coração apertar.
Mariana permanecia cabisbaixa, mexendo no prato sem apetite, e a senhora Catarina, ereta como uma estátua, obser