Clarice Martins
— Sabe o quanto foi difícil usar aquele banheiro atrás de nós quando não tinha banho frio para resolver? — soou perto da minha orelha, sua barba grande arranhou ali.
Fiquei feliz por ter aquela revelação naquele momento. Com toda certeza era melhor que ouvir que usou a vizinha do quarto ou do décimo andar para aplacar o sentimento ardente.
Choques elétricos pareciam picar minha pele e o meu interior quando os fios da barba passavam por qualquer área.
Não era a barba que causava aquelas sensações implacáveis, eu sequer gostava de barba grande, mas era por ser ele, era por aquelas palavras plantando imaginações mais férteis na minha mente.
Mesmo que aqueles fios na parte baixa do rosto fossem, de verdade, uma representação aberta do “desejo” que provavelmente me fazia concordar com Arthur Sc*********r sobre proibi-la. Eu concordava ainda mais que naquele homem era um perigo.
— Isso não é verdade. — murmurei, tentando dispensar os pensamentos pervertidos dele usando