Clarice Martins
Explodi de uma vez. Se fosse em um romance, onde seríamos um casal, eu estaria derramando lágrimas por ter confessado a minha dor causada por ele.
Mas não éramos o par romântico dessa história. Ele era a minha pedra no salto, e o par romântico havia morrido em um acidente trágico de carro, me deixando como uma mãe solteira.
Eu não queria nada com Renkins, muito menos aquele olhar na sua cara, a máscara mentirosa de arrependimento.
— Olha! Eu já me desculpei… eu já me arrependi disso. Eu até aceito suas atitudes indisciplinadas… — o interrompi.
— O indisciplinado aqui não sou eu. — Poderia estar passando dos limites, mas não tinha como jogar água no fogo quando só tinha lenhas.
Ele só arrancava o pior de mim, não havia como ser uma boa profissional para ninguém se ele estivesse do lado dessa pessoa.
— Martins! — ele apertou os dentes. — Você que começou essa merda de vomitar. Você deu brecha para a imaginação dela.
— Agora a errada sou eu.
— Se não tivesse come