Clarice Martins
— E que tal a gente convidar o papai para brincar conosco? — tentei; era uma mentira, mas era tudo que eu tinha.
Eros saiu do lugar no mesmo instante. Ele ficou feliz e me convidou a ir buscar Damien.
Lancei um olhar satisfeito na direção do intrometido que nos observava. Ele tinha as mãos cerradas e o rosto contraído em desgosto.
“Você ouviu, não ouviu? Papai, foi o que ele disse.” Se fôssemos duas crianças, eu o mostraria a língua em sinal de vitória e deboche.
No entanto, me