Clarice Martins
— E que tal a gente convidar o papai para brincar conosco? — tentei; era uma mentira, mas era tudo que eu tinha.
Eros saiu do lugar no mesmo instante. Ele ficou feliz e me convidou a ir buscar Damien.
Lancei um olhar satisfeito na direção do intrometido que nos observava. Ele tinha as mãos cerradas e o rosto contraído em desgosto.
“Você ouviu, não ouviu? Papai, foi o que ele disse.” Se fôssemos duas crianças, eu o mostraria a língua em sinal de vitória e deboche.
No entanto, me contentei em ficar segurando a mão do meu pequeno, o levando para o mais distante possível daquele ser.
Infelizmente, ele não foi apenas no parque, mas apareceu também no mercado. Estava fazendo compras de casa quando um carrinho bateu-se com o meu.
Levantei os olhos na direção de seu dono e era ele, com um sorriso serpenteando maldosamente por seu rosto. Era quase possível ver suas pupilas ficarem semelhante às de sua espécie, mesmo por trás dos óculos quadrados.
Agradeci ao divino por não esta