Clarice Martins
— Usou aquele quarto? — ele coçou a nuca.
Me senti confusa com sua confusão. Parecia que o quarto em especial não dava acesso ilimitado a todos os clientes.
— Isso. Como agora. — ressaltei que ele mesmo havia me dado a chave.
— Esse quarto não é liberado para todo mundo… — o interrompi apertando a chave na palma da mão.
— … Mas você me deu acesso há pouco, para usar o toalete, mas me deu acesso.
— Sim, porque o dono liberou ele para a senhorita.
Fiquei surpresa, olhei para todos os lados e então voltei-me para ele.
— Aquele é o quarto privado do dono da boate?
— Isso mesmo. — deixei a chave sobre o balcão com tamanha surpresa; o barman não hesitou em pegar de volta.
“O dono da boate? Seria ele?”
— Ele era um ex-fuzileiro naval ou algo assim, sabe me informar sobre isso? — ele me encarou hesitante, pensando se deveria ou não responder sobre; era bem visível isso na sua cara.
— Eu preciso saber porque naquela noite estive naquele quarto e há uma gr