Clarice Martins
— Como sabe meu nome, então?
“Que inocência, Laura.”
— Nos apresentamos naquele dia no hospital. Desde então eu me recordo.
Estava acontecendo um flerte entre eles, com toda certeza, e Laura notara agora. Eu não seria um incômodo só porque não tinha a mesma sorte.
Escorreguei pela cadeira com a melhor desculpa sincera:
— Se me dão licença... volto logo!
— Precisa de companhia? — Laura se prontificou.
“Não mesmo, preciso de você aqui.”
— Eu posso me virar em um banheiro soz