Capítulo 118
Ezequiel Costa Júnior
Mariana desceu as escadas devagar, o cabelo preso em um rabo de cavalo alto. Observei a correntinha de gota da sua mãe reluzindo na luz quente da sala, e a pulseira que eu mesmo tinha dado presa em seu pulso com uma outra. Me permiti sorrir ao vê-la assim — mais forte, mais consciente do que carrega.
— Pronta? — perguntei, erguendo uma sobrancelha.
— Sempre — respondeu ela, com aquele brilho determinado nos olhos. — Pensei que iríamos mais tarde.