POV Killian
Às 06:30, a prisão ainda respira naquele ritmo morto que antecede o dia.
Não é silêncio. É outra coisa. Um som baixo de passos distantes, metal rangendo, vozes que não chamam ninguém pelo nome. Eu já aprendi a distinguir os horários pelo ar. Pela maneira como o corpo acorda antes da mente. Pela ausência de esperança que costuma acompanhar as manhãs aqui dentro.
Estou sentado na beira da cama estreita quando escuto meu sobrenome.
— Navarro.
Não é grito. Não é pressa. É quase neutro.