POV Killian
O tempo na prisão não passa.
Ele se arrasta.
Não é contado em horas, é contado em ausências.
Oito meses já tinham passado desde a última vez que segurei meu filho. Desde a última vez que vi Amara sem um vidro no meio, sem um horário contado, sem um guarda pigarreando para lembrar que nada ali me pertencia mais.
O aniversário de um ano de Mateo amanheceu como todos os outros dias: cinza, barulhento, indiferente.
Eu não pedi nada.
Aprendi rápido que pedir dói mais do que aceitar.
Esta