POV Amara
A batida na porta não é urgente.
Não é impaciente.
Não é insistente.
É firme. Contida. Quase… respeitosa.
Franzo a testa enquanto limpo as mãos no pano de prato. A casa ainda guarda o cheiro de bolo, de gente, de riso recente. Mateo dorme no quarto, exausto de amor. Samuel, meu pai, acabou de sair. Dominic levou Sabrina. Leo prometeu passar outro dia.
Só Elise ficou faltando.
— Já vou! — digo, andando até a porta, ainda achando que é ela.
Minha mão gira a maçaneta com naturalidade.
E