Túlio a amparou:
— Sente um pouco, levantar tão rápido pode dar tontura.
— Tá bom.
Túlio se virou e trouxe uma tigela de canja para ela:
— Está com fome? Tome isso primeiro.
— Isso é...
A tigela pertencia à família Martins, ela se lembrava dela.
— Minha mãe já veio aqui. — Explicou Túlio. — Liguei para ela.
Então, depois que Karina adormeceu, Júlia veio e trouxe a canja. Como viu que Karina estava dormindo, preferiu não incomodá-la.
Ao ouvir isso, Karina franziu a testa:
— Deu trabalho para a tia...
— Não deu, não. — O olhar de Túlio carregava uma leve tristeza enquanto balançava a cabeça. — Karina, nós somos uma família.
Dizer algo assim soava distante demais.
Karina entendeu o que ele queria dizer, e sorriu ao segurar a tigela com as duas mãos:
— Entendi. — Disse ela, propositalmente baixando a voz. — De você, eu nunca acho que dá trabalho. Mas da sua mãe... Ainda fico meio sem jeito.
Afinal, Júlia não era sua mãe.
E, além disso, Júlia havia sido bem dura com ela no passado.
— Eu sei