— Ela está mesmo com febre.
Ao ouvir a resposta da enfermeira, a expressão de Túlio mudou completamente.
A jovem enfermeira disse:
— Dra. Costa, nem adianta tomar remédio, a febre está muito alta. Vou aplicar uma medicação intravenosa, está bem?
— Tudo bem, por favor, seja rápida. — Antes que Karina dissesse qualquer coisa, Túlio já havia decidido. — E tem algum lugar onde ela possa se deitar?
— Claro. — A enfermeira sorriu. — Pode ir para a sala de observação, está vazia agora.
— Ótimo, muito obrigado.
Túlio, mesmo com as pernas pesadas e pouco ágeis, fez questão de ajudar em tudo. Só se acalmou quando Karina já estava deitada no leito e com o soro sendo administrado. Durante todo esse tempo, ele não disse uma única palavra.
Tinha um temperamento gentil e, mesmo quando ficava irritado, não perdia o controle. Apenas se calava, como agora.
— Túlio. — Karina falou, envergonhada. — Não fica bravo comigo.
Túlio a olhou e balançou a cabeça:
— Não tem como eu não ficar bravo.
Karina ficou at