A criança que ele protegeu com a própria vida, ele ainda não tinha visto com os próprios olhos.
Ao ouvir essas palavras, os olhos de Túlio brilharam por um instante, era evidente que seu coração havia sido tocado. No entanto, a preocupação ainda pesava sobre ele.
— Não vou entrar agora... Ainda vai haver oportunidades.
Ele temia que, ao ver Joyce, ficasse emocionado demais e acabasse acordando ou assustando a menina.
O primeiro encontro entre ele e Joyce não deveria acontecer de forma tão casual.
— Tudo bem. — Karina sorriu, resignada, sem insistir. — Então eu vou entrar.
No momento em que se virou, o portão do jardim se abriu por dentro e uma figura pequena e rechonchuda correu até ela, se abraçando à sua perna.
— Mamãe! Mamãe, voltou!
— Joyce.
Karina baixou os olhos para olhar a filha. Algo lhe passou pela mente e, num ímpeto, se virou para trás.
...
Túlio permaneceu parado onde estava. Àquela hora da noite, não se podia distinguir sua expressão.
Mas o nervosismo, esse era visível.
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